segunda-feira, agosto 08, 2005

 

FESTIVAL do SUDOESTE 2005


Estive no Sudoeste ao serviço de um jornal "pequenino" e que não se importa nada que eu conte como foi o maior festival deste ano.
Cerca de 50.000 esgotaram tudo e todos na Zambujeira do Mar.
As fotos vão estar estar no site www.hardheavy.com
abraços e quando souberem alguma coisa da cooperativa avisem, eu continuo interessado
(Cameraman)

Invasão de 50.000…
A herdade da Casa Branca na Zambujeira do Mar, foi literalmente invadida no passado fim de semana por uma multidão de jovens amantes da vida ao ar livre, música e outras actividades, porque havia muito por onde escolher.
Nos quatro dias de festival passaram pelos três palcos instalados no recinto mais de 70 bandas, de todos os estilos possíveis e imaginários, com destaque para o rock, reggae e música electrónica.
Quinta feira - No primeiro dia o tapete de erva que cobria o recinto ainda estava verde e as bandas chamaram ao palco principal muita gente… sem no entanto haver enchente.
Assim formações ainda sem nome como os Júnior, os brasileiros Orquestra Imperial e os funky rockers Patrice e Sean Paul foram os reis do espaço principal. Na tenda Planeta Sudoeste brilhou o colectivo Gato Fedorento que por si só, e sem serem uma banda encheram o espaço.
Sexta-feira - No segundo dia de festival o público virou-se para as bandas do palco principal como os brasileiros Skank, os nossos Da Weasel que tiveram o mérito de proporcionar a primeira grande enchente com direito a um set demolidor que incluiu mesmo um show de strip, os ingleses Oásis com uma prestação exemplar e que não deu lugar a nenhum incidente (num Sudoeste anterior foram expulsos de palco à garrafada). A noite terminou com os ingleses Kasabian a dar um belo concerto de rock. Nos palcos alternativos brilharam Souls Of Fire e Black Uhru com um reggae desenfreado e com muitos seguidores e na tenda Planeta Sudoeste um naipe de DJ que incluía James Murphy, Markus Lambkin e Tim Sweney.
Sábado - O festival continuou com as bandas The Thrills, o projecto Humanos com nova enchente do recinto principal e que além de tocarem música do saudoso António Variações ainda se estrearam com um belíssimo tema dos anos 70 protagonizado pelos Sparks.
O norte americano Bem Harper também esteve muito bem e deu show com a sua guitarra eléctrica deitada nos joelhos. O palco principal teve ainda Underworld e Fat Boy Slim mas já com menos público.
Nos palcos secundários continuaram as bandas de reggae como os portugueses Kussondulola, os Seed e os Sentinel Sound. Na tenda a exuberante Peaches, Sarah Bettens, Josh Rouse e Hipnótica tocaram de sua justiça sempre com casa cheia.
Domingo - A esperada enchente para ver os norte americanos Korn, não aconteceu, ficando no entanto o espaço muito bem composto. No palco principal brilharam ainda os Doves, Dinosaur Jr. e Basement Jaxx. Na tenda os Wray Gunn deram espectáculo como já vem sendo hábito e até os The International Noise Conspiracy excederam as expectativas e brilharam para uma tenda completamente cheia.
No palco do reggae os veteranos Gladiators, os portugueses One Love Family e ainda Morgan Heritage debitaram concertos para alguns milhares de amantes da música de Jah.

PERSONAGENS
Estivemos com alguns elementos do público deste Sudoeste 2005 e tirámos algumas notas sobre a sua vinda à Zambujeira este ano.
RICARDO - Veio de Faro como jornalista da RUA - Rádio Universitária do Algarve, tem 24 anos e é um amante da música reggae, aliás o que o trouxe a este Sudoeste..

PEDRO e SILVIA - Vieram do Porto, em trabalho, mas como estão dentro do recinto aproveitam para ir vendo os concertos enquanto vendem t-shirts, na mais bonitas de todas as lojas diga-se de passagem.
Tem 25 e 23 anos respectivamente e ele diz que gosta de Pearl Jam, apesar de usar o cabelo à punk e ela de música electrónica.

MARTINA - Veio de Itália passar férias a Portugal e quando soube que o Josh Rouse tocava no Sudoeste veio com o companheiro assistir à sua prestação. Fizeram questão de saber onde é que o DA se vendia para comprar esta edição. Espero que ainda se venda na Casa do Alentejo.

BOMBEIROS de ODEMIRA - O que seria de um festival desta envergadura sem o fiel corpo de bombeiros? Este soldado da paz posou para o DA adiantando que não aconteceu nada de especial dentro do festival… algumas pessoas que beberam de mais e nada de maior. Fora do festival é que houve alguns acidentes na estrada, adiantaram.

PELA NEGATIVA - Os pontos negros do festival continuam a ser as insuficientes casa de banho que obrigam a filas consideráveis dentro do recinto, o cheiro nauseabundo também custa a aguentar e há tendas montadas mesmo ao pé dos urinóis (???), o pó e o facto de grande parte das tendas estar ao sol também nos parece negativo…. Com nove anos de festival já podiam ter plantado mais uns quantos eucaliptos. Três palcos em simultâneo também é um bocado difícil de fazer cobertura… e por último os muitos roubos nas tendas enquanto os ocupantes estão no recinto.

PELA POSITIVA - A área relvada aguentou-se os quatro dias, mas perto do palco já havia pó. A segurança pareceu-me eficaz, a barreira no palco principal funciona, o patrocinador TMN construiu a melhor zona VIP de sempre, parabéns!

Agradecimentos à Música no Coração pelas facilidades concedidas.
CM (texto e fotos) para o DIÁRIO do ALENTEJO

Comments:
Eu estive lá e confirmo os pontos positivos e negativos. Ter três palcos com boas bandas ao mesmo tempo é surreal! E nem vale a pena falar do pó, dos assaltos, das casas de banho, etc e tal... sem isso nem seria o Sudoeste. Ainda assim, muito, muito bom!
 
Porreiro! O Ricardo ("rasta"selekta) é meu colega aqui em Faro na RUA fm... Small world :)
Grande abraço p ti Camera

Raquel Gomes Freire
 
Também estive lá!!Foi muito bom, mas realmente não faz muito sentido deixar de ver bandas que queremos porque tocam ao mesmo tempo que outras que também gostamos...senhores da Música no Coração: o bilhete custa 65 euros, é dinheiro!!Não queremos 3 bandas ao mesmo tempoooo!!
 
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