sexta-feira, agosto 05, 2005

 

O ataque das micro-algas tóxicas

Assinei ontem à noite. Hoje, acordei desempregada. Como qualquer sem-trabalho que se preze, não ouvi notícias, não comprei jornais, limitei-me a vestir o bikini e a roupa mais reduzida que consegui encontrar. Destino: praia. No caminho não sintonizei a TSF, nem a Rádio Renascença, nem qualquer rádio que me pudesse lembrar do estado do mundo. Queria ser só eu, o calor e um banho de mar. Achei esquisito que às quatro da tarde houvesse bicha de regresso a Lisboa - papalvos, pensei, a praia vai estar vazia. Um mimo. Praia da Sereia. Parque quase vazio. Está tudo doido. Com este calor, enfiam-se em casa. Bimbos. Depois, a placa: «Devido a poluição inesperada, estão interditos banhos de mar». Foda-se. O Zé Caralho do banheiro só sabe dizer que há uma mancha castanha. É um facto. Mais tarde, a TSF explica: é o ataque das micro-algas tóxicas. Banhos na Costa? Na melhor das hipóteses daqui a 4 dias. É para isto que despedem uma pessoa?

Comments:
Publiquei há uns pares de dias um post no meu blog com uma reflexão meio disparatada a propósito do encerramento do vosso/nosso jornal e, na caixa de comentários, entre outras coisas, levantaram-se 2 questões a que só vocês poderão, caso assim entendam, responder. Compreendam p.f. que a ideia em colocar aqui este comentário não é fazer publicidade ao meu blog mas antes dissipar estas dúvidas:

1. a tiragem média diária que constava da 'ficha técnica' era de 20.000 exemplares?
(pelo menos foi essa a impressão com que fiquei; mas como escreveram lá e já confirmaram aqui que as vendas eram inferiores a 4.000, faz-me alguma impressão ficarem tantos por vender)

2. os directores até há 1 mês atrás estão solidários com este vosso esforço e interessados em que o projecto perdure?
(acrescentei «até há um mês atrás» porque vejo o nome de do director interino na coluna de autores do blog)

E é só. Gostei imenso de ir acompanhando o v/trabalho em papel como agora em pixels, quer através dos posts mais ao jeito de jornal, quer através dos testemunhos desta vossa última experiência. Espero que surjam condições para que possam continuar o vosso trabalho/vocação o mais colectivamente possível. Um grande abraço.
 
Caro José Quintas,

Em primeiro lugar, queria agradecer-lhe por ter lido A Capital enquanto esta se publicou em papel.

Há coisas que eu próprio nunca consegui perceber naquele jornal. Não faço ideia se a tiragem real era ou não de 20 mil exemplares. Lembro-me apenas que quando cheguei à Capital, em Dezembro de 2002, a ficha técnica falava em 30 mil - e já nessa altura vendíamos pouco mais do que até há uma semana atrás.

Quanto à anterior direcção, não posso falar por ela. No entanto, apenas recordo que aquando da sua saída, esta mostrou-se profundamente convencida que o projecto da Capital ainda era viável.
 
Koto: Para a próxima vai para as praias da Linha...

Para além desse conselho, estou profundamente curioso em saber qual a origem dessas misteriosas algas.
 
Guedes:

a tua resposta está a caminho.
 
Vai para a Linha o tanas!!Vê lá se não é a Linha a receber uma visitinha das microalgas...
 
Ah, e Chefa zen, está lindoooo!!
 
Sra. Garrido: que tem voçê contra a Linha?!?! Eu não tenho nada contra a Costa.
 
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