quarta-feira, agosto 30, 2006

 

Um ano depois... a história repete-se

"O Independente: Jornal fecha portas depois de 18 anos no mercado"

O semanário O Independente vai fechar as suas portas 18 anos após o lançamento, deixando para trás páginas de polémicas e histórias da vida política portuguesa que marcou o jornalismo em Portugal.
A sociedade que editou o Independente (Soci) foi criada nos finais de Fevereiro de 1988, tendo como accionistas principais a Cerexport (família Nobre Guedes), Joaquim Silveira, Carlos Barbosa, Miguel Anadia, Francisco e Pedro Fino e Frederico Mendes de Almeida.
Miguel Esteves Cardoso, Paulo Portas e Manuel Falcão fizeram parte do projecto inicial do jornal, com o primeiro como director, o segundo como director-adjunto e o terceiro enquanto subdirector.
A ideia surgiu à mesa de um restaurante, quando Paulo Portas, que fazia 25 anos, se virou para o seu amigo Miguel Esteves Cardoso e perguntou: "Porque é que não fazemos um jornal?", segundo um relato publicado no próprio jornal.
A ideia ganhou pernas e a primeira edição do Independente foi para as bancas a 19 de Maio de 1988, assumindo-se como um jornal "democrata e conservador", contador de histórias, com graças, humor e alguma irreverência.
A troca de accionistas foi acontecendo ao longo dos anos e Miguel Esteves Cardoso abandonou a direcção em Março de 1990, depois de desentendimentos com a administração do jornal.
Paulo Portas assumiu o comando, rodeado por uma equipa de trabalhadores jovens, e vários casos polémicos fizeram manchetes no Independente.
Muitas batalhas foram sendo travadas em tribunal, como o caso que envolvia o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros João de Deus Pinheiro e o roubo da manta num avião da TAP, o processo do ex- secretário de Estado da Saúde Costa Freire e da ex-ministra Leonor Beleza e o caso do ex-ministro das Finanças Miguel Cadilhe e do seu andar nas Amoreiras.
O ex-ministro Jorge Braga de Macedo também processou o Independente no chamado caso do "Monte dos Frades", relativo ao alegado recebimento indevido de subsídios comunitários na sua herdade em Avis, no Alentejo.
Em Agosto de 1995, Paulo Portas saiu da direcção do jornal, juntamente com Helena Sanches Osório, que desde o início fez parte deste projecto jornalístico.
Portas optou, nessa altura, pela vida política activa, liderando a candidatura do Partido Popular no círculo de Aveiro, altura em que Manuel Monteiro estava na liderança do CDS.
Isaías Gomes Teixeira e a Constança Cunha e Sá assumiram os cargos de director e directora-adjunta do Independente, respectivamente.
Um ano depois, Gomes Teixeira saiu e Constança Cunha e Sá ficou na frente do projecto, para mais tarde vir a ser substituída por Inês Serra Lopes.
O jornal foi perdendo leitores e baixando as vendas ao longo dos anos e nem o regresso de Miguel Esteves Cardoso à sua direcção em meados de Julho conseguiu travar o declínio.
Em 2001, Inês Serra Lopes e Vítor Cunha, representantes de um grupo de investidores, chegaram a acordo com Paes do Amaral para compra do semanário, afastando Esteves Cardoso e assumindo o controlo do jornal.
A jornalista manteve-se até hoje à frente do Independente, mas durante a tarde anunciou que sexta-feira vai colocar nas bancas a sua última edição.

Comments:
Um grande beijinho para os capitalistas/capitolinos/capitolianos que estavam no Independente e estão a passar por isto pela segunda vez no espaço de um ano.
 
Ana, na parte que me toca muito obrigado. Bjs
 
Oooooooh, mais um jornal de merda que acaba.... nao podia estar mais triste :(
 
Mais um abraço amigo!
Estarei aqui! Sempre!

P.S. - Por favor digam a este idiota/parvalhão/estúpido/para desaparecer da nossa vista! Pessoas desta índole deviam estar no Pólo Norte - para que não pudesse respirar!
 
O Ze Bitaites vai la ver se a galinha tem ovo...

CM
 
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